
Estas imagens, as heliografias, são, na realidade, as primeiras fotografias que se conhecem, já que o seu autor combinou o princípio da câmara escura e o seu conhecimento das substâncias fotossensíveis para conseguir uma imagem estável e inteiramente desenhada pela luz.
A fixação das imagens foi assim conseguida por Nièpce, ao tratar com uma solução de ácido nítrico as imagens obtidas sobre papel banhado em cloreto de prata. Faltavam, no entanto, ainda muitos passos para aperfeiçoar a invenção. Enquanto Nièpce descobria o sistema para fixar as imagens produzidas pela câmara escura, outro francês, de seu nome Daguerre, investigava no mesmo sentido.
Em 1838 Daguerre deu por concluídas as suas investigações, baptizando o novo processo com o nome de daguerreótipo. Daguerre foi o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz.

Ao mesmo tempo que esta nova invenção entusiasmava o público, procedia-se à invenção da fotografia tal como é feita actualmente. Tal deveu-se a Fox Talbot, físico e matemático que havia baptizado o calóptico, com o qual permitia obter, a partir da primeira imagem negativa, tantas cópias positivas quantas fossem desejadas. A imagem, formada pela exposição de papel na câmara, foi desenvolvida por tratamentos químicos fixados e depois recopiados para produzir o chamado “positivo” do “negativo” produzido na câmara.

No entanto, em 1851, ambas as técnicas (calóptico e daguerreótipo) foram rapidamente ultrapassadas por um outro processo negativo – positivo: era o chamado negativo em vidro, que permitia uma mais rápida e económica duplicação de cópias.
Estes foram os passos dados mais importantes no campo fotográfico, que permitiram com que chegássemos à máquina Kodak, em 1888, que revolucionou toda uma sociedade baseada no capitalismo, bem como a indústria da fotografia, já em franco crescimento desde a sua invenção por Nièpce e Daguerre.
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