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domingo, 23 de maio de 2010

Twittadela no Blog I

Aposto que daqui a três meses os nossos bancos não têm dinheiro para emprestar.
Podem chamar nomes ao Ulrich, mas desta vez parece-me que está a dizer a verdade.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Estado da Nação


Tenho andado um pouco arredado da escrita… não sei se pelos festejos da vitória do Benfica no campeonato se por uma recorrente falta de inspiração, mas ao viver os últimos acontecimentos em Portugal, desde o roubo de gravadores a jornalistas por parte de um deputado até a uma entrevista de um Primeiro Ministro que parece que foi surpreendido pela crise Mundial, passando por um líder da Oposição que pede desculpa por… ter uma atitude responsável… bem meus caros, eu sei que não sou o principal amante de Portugal (e quanto mais viajo mais…) mas neste momento acho que a solução passa por emigrar…

Questionaram-me para onde… e eu… bem… acho que tenho aqui a solução.

Ao menos viveria de uma economia tradicional, não iria ter problemas em encontrar habitação, não haveria sistema de saúde, mas também com peixinho fresco todos os dias, quem necessitaria dos cuidados de um Garcia da Orta qualquer?

Alguém alinha?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Portugal... O "Next Global Problem"

Para ler com atenção o artigo publicado no NY Times...

Aqui.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


Lembram-se da conversa sobre a necessidade de se evitar uma excessiva dramatização do cenário das contas públicas nacionais, para não assustar as empresas e as agências de ratings?

Que tal vos parecem estes comentários assaz responsáveis?

"A verdade é que, não tendo nós os mesmos números da Grécia, estamos rigorosamente no mesmo caminho. E, portanto, a evolução do nosso endividamento, a evolução do nosso défice das contas públicas está exactamente no mesmo caminho que está a Grécia", declarou a presidente do PSD, durante uma conferência promovida pela Câmara de Comércio Luso Francesa, em Lisboa.

"Isto é: não façamos nada e daqui a dois anos estamos com estatísticas tão más ou piores do que a Grécia", acrescentou Ferreira Leite.


In Diário Económico

Por alguma razão lhe chamavam Manuela Azeda o Leite no Contra Informação…

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Sinais de Fogo, a sequela

O nosso Ricardo já se debruçou um pouco sobre os momentos mais quentes da entrevista e estou, no geral, de acordo com o que disse, pelo que faço minhas as palavras dele e avanço para uma questão concreta. Inaugure-se um tag novo e falemos de economia.

Tal como já foi aqui sublinhado, Sócrates mostrou estar à vontade com os números e soube responder com clareza e convicção às perguntas de um Sousa Tavares a quem faltou alguma bagagem neste dossier. Sobretudo, o nosso primeiro-ministro conseguiu deixar no ar a nota de serenidade e confiança de que o país necessita. Numa altura em que estamos sob o apertado escrutínio da Europa e do mundo, é importante ter um chefe de governo que saiba desdramatizar e inverter o sentimento de pânico que se tem gerado em torno das nossas contas públicas e que pode assustar o tecido empresarial até um ponto em que não haja investimento, criação de riqueza e dinamização do mercado laboral. Ponto para Sócrates.

Para além disso, é preciso agradar também às agências internacionais de ratings, cujos comentários incendiários sobre a situação económica de Portugal levaram ainda há duas semanas (se a noção de calendário não me falha) a que o custo de assegurar a dívida soberana portuguesa fosse equiparado ao do Cazaquistão! Como se isto tivesse algum fundo de justiça. Os mercados ficaram com mais medo de comprar as obrigações do Tesouro português e isso faz com que tenhamos mais dificuldades em refinanciar e lidar com a dívida pública. Aquilo de que não precisamos mesmo é que os mercados comecem a desconfiar de nós, tal como está a acontecer neste momento com a Grécia, e nos obriguem a pagar juros mais elevados em cada emissão de dívida.

Trocando por miúdos, é como se fôssemos ao banco pedir um empréstimo mas as nossas finanças familiares fossem algo duvidosas. O banco empresta na mesma, mas cobra um juro altíssimo devido ao risco de incumprimento das prestações, o que nos dificulta ainda mais o orçamento lá de casa. É um daqueles casos em que não basta termos capacidade de lidar com as nossas finanças, mas é preciso convencer também os outros disso. Como acontece com a mulher de César: não basta ser, é preciso parecer. Também aqui, Sócrates teve a postura correcta.

E, realmente, olhando friamente para os números, não mentiu. Os principais indicadores em causa - défice orçamental e dívida pública - estão em linha com os dados dos demais países da OCDE e da Zona Euro. O lamaçal de que se fala está um pouco por todo o lado e a enxurrada ainda não chegou verdadeiramente à economia real.

Se para as empresas o abrandamento do consumo foi desastroso, a verdade é que para quem conseguiu manter o emprego as coisas até melhoraram: os juros dos empréstimos desceram, a inflação dos preços ao consumidor travou a fundo, os incentivos ao consumo permitiram-nos comprar casas e carros mais baratos… Medo tenho eu de quando começarmos a crescer e já não houver necessidade de manter os estímulos à economia. Aí, sim, preparem-se para ver o que custa equilibrar as contas públicas.

Mas adiante. Também nesta entrevista ficou patente que Sócrates é um homem que pensa mais além. É preciso travar o défice e reduzir a dívida, é certo, mas há diferentes formas de o fazer. O famigerado TGV, que tanta fervura tem levantado, é uma forma, quanto a mim inteligente, de criar emprego e riqueza, ao mesmo tempo que se fortalece o país na luta contra o nosso estado periférico em relação à Europa. Para um país que retira boa parte do seu crescimento das exportações, isto é essencial. E quem diz TGV diz aeroportos, portos, estradas e demais infra-estruturas que nos coloquem um pouco mais perto dos nossos parceiros económicos.

Bem me lembro de ser pequena e ouvir os graúdos constantemente queixar-se de que Cavaco só sabia fazer estradas e auto-estradas. No entanto, são essas estradas que hoje permitem que uma encomenda saia do Porto de Lisboa e chegue rapidamente ao Algarve ou a outro qualquer extremo do país. Sem vias à altura, tenho a impressão de que Portugal ainda continuaria a parecer-se com uma versão envergonhada da Aldeia da Roupa Branca.

Outro dos cavalos de batalha de Sócrates é a modernização das nossas fontes energéticas, que é como quem diz, as energias renováveis. O nosso Portugal à beira mar plantado tem vento, tem rios e tem marés, mas continua a aproveitar muito pouco disto e a fazer-se refém do petróleo. Se não começarmos a aproveitar os recursos hoje, amanhã vamos chegar à conclusão de que nos atrasámos e ainda acabamos a comprar energia aos espanhóis enquanto deixamos que a brisa (e não falo da concessionária de auto-estradas) nos passe ao lado.

Ora, a isto se chama investimento público. E em tudo isto se gasta dinheiro cujos frutos podem não ser integralmente colhidos a curto prazo. Mas a longo prazo, seremos mais modernos e mais fortes para competir num espaço que é cada vez menos o do nosso quintal.

Por tudo isto, ratifico a avaliação do Ricardo de que temos homem com fôlego para a legislatura completa e acrescento que esta entrevista me deixou um bocadinho mais confiante de que não terei de ir à procura do cartão de eleitor tão cedo.